MPSC aponta que fraudes na iluminação de Campo Grande passam de R$ 110 milhões

As fraudes em contratos de iluminação pública de Campo Grandepodem ultrapassar R$ 110 milhões, conforme levantamento do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Na sexta-feira (19), a deflagração da Operação Apagar das Luzesexpôs esquema de corrupção na Capital.

A operação foi realizada em conjunto pelas unidades do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão na Capital e em Balneário Piçarra (SC).

Em Santa Catarina, o Gaeco apreendeu eletrônicos e documentos. Conforme informações do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a organização criminosa também desviava dinheiro arrecadado do Cosip (Contribuição dos Serviços de Iluminação Pública) — uma taxa cobrada na conta de luz da população.

O grupo teria aberto até empresas de fachada para operar o esquema. As investigações conduzidas pelo Gaeco em Mato Grosso do Sul identificaram que agentes públicos e privados integravam uma organização criminosa que opera um esquema de superfaturamento, desvio de dinheiro público e direcionamento de contratações públicas.

A operação teve como um dos alvos a Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Público), além de dois servidores investigados. Os contratos alvo do Gaeco são para manutenção do sistema de iluminação pública de Campo Grande, onerando os cofres públicos em mais de R$ 110 milhões, conforme publicou o MPSC — valor superior aos R$ 62 milhões divulgados pelo MPMS.

 

 

 

mdx

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